GT LTS-2

May 9th, 2010

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Ganso talvez até seja seleção. E daí?

May 2nd, 2010

Sou desses santistas bissextos, o que nunca me deixou preocupado. Desde que nasci, tenho na memória apenas três times do Santos: aquele do Giovani, aquele de Diego e Robinho, e esse que foi campeão paulista hoje.

Não quero desmerecer quem passou pelo Santos, mas o futebol tem muitos momentos de marasmo. Essa equipe que foi campeã me chamou a atenção quebrar com muitas lógicas ao mesmo tempo. Sério, não quero ser mala, mas algum torcedor de outro time do Brasil já viu goleadas de 10X0, 9X1 e 8X1 na mesma temporada?

Meu pai, sempre ele, tinha cantado a bola dos moleques novos há algum tempo.Comentou de um tal de Ganso; de um atacante forte, que ainda estava meio na reserva, de nome André; de um neguinho de dreads que marca cercando bem demais, de nome Arouca; um magricelo, advindo da melhor linhagem de Denílson, Ronaldinho Gaúcho, Robinho… de nome Neymar. Enfim, aquilo que todo mundo descobriu logo mais.

Mas tudo isso pra dizer que assisti um dos últimos jogos do Santos antes do mata-mata paulista, em que a equipe bateu o São Caetano por 3X1 no Anacleto. Na ocasião, Ganso estava suspenso (ou machucado, não sei) e André o substituiu. Ali pude ver toda a harmonia que reina na equipe santista, com ou sem alguns jogadores.

E chegou a final. Um grande amigo, que não torce pra time nenhum, me chamou para ir ao estàdio assistir. Conseguimos os ingressos depois de sermos tratados como mendicantes pela Federação Paulista de Futebol, passando seis horas na fila do Pacaembu.

O primeiro tempo foi todo do Santo André. O meu Santos virou perdendo de um a zero. O que aconteceu nos 25 minutos iniciais do segundo tempo foi algo como um jogo de botão e fast-forward. A equipe começou a ouvir seus toques de bola. Ganso regia a orquestra, entregando a bola na cabeça de André, e participando das duas jogadas que deram origem aos gols de Weslei.

Quem assistiu esses 25 minutos não podia compreender o que foram os minutos finais da partida e o sufoco que o Santos levou do Santo André.

Saímos do estádio com a certeza de que o time tinha esfriado o jogo pra ter bilheteria na segunda final.
Não deu outra, o mesmo ingresso de 80 reais, tinha passado a 120. A mesma fila de mendicantes se repetiu na quinta-feira. Mas conseguimos ir ao segundo jogo.

Aqui eu vi porque meu pai falava tanto do Ganso. No primeiro jogo, era notável como a bola se assentava ao passar pelo meia. No segundo jogo, Ganso começou devagar.

O Santo André achou um gol logo no início, numa dessas muitas vaciladas de posicionamento da zaga do Santos. Robinho deu um passe para a pintura de Neymar no primeiro gol do Santos. Gol de atacante frio: tirou do goleiro, tirou do zagueiro e estufou a rede.

O Santo André veio pra jogar o que não vi no primeiro jogo. Logo chegou o segundo Gol do time do ABC e vimos sair dos pés de Ganso o passe que deixaria Robinho novamente na frente do Gol. Disse meu amigo que o goleiro do Santo André nem foi na bola, tentando entender o que Paulo Henrique tinha feito.

O Santos estaria fadado a virar o segundo-tempo perdendo do Santo André. Tinha um cara de vermelho, com um apito na mão, que deu conta de expulsar um jogador de cada time numa discussão desnecessária. E teve também uma falta do Marquinhos que não fez o menor sentido. Ficamos com nove. Eles com dez.

Ninguém que tenha visto o primeiro tempo, apostaria num segundo sem gols. Muito menos num Santos querendo ganhar tempo. Ninguém pensaria que um juiz poderia anular um gol legítimo do Santo André. Muito menos que tentaria compensar a cagada expulsando mais um jogador do Santos.

Perdi a conta de quantos jogadores do Santo André levaram amarelo. O vermelho do lado azul era iminente mas nunca veio.

André passou pela partida e saiu, num lance incompreensível para quem estava no Estádio.

Víamos Ganso de mãos erguidas, visivelmente cansado. Ele parecia pedir pra sair.

Ah, nessa cronologia sem tempo, Ganso perdeu um gol cara-a-cara com o goleiro, mas fez uma jogada digna de gol.

Eu estava ali, na lateral, de frente pra área do Santo André. Ganso foi cobrar o escanteio e não havia nenhum jogador do Santos na área. Não havia perspectiva. Do meio pra frente, era Paulo Henrique contra Santo André.

Qualquer jogador afinaria nesse caso e cobraria um chutão. Mas Ganso cobrou o escanteio para si mesmo, esperou o adversário pegar a bola e marcou. Ele e Pará prenderam a bola no campo de ataque e mostraram um Santos que ninguém nunca viu, jogando pra ganhar um campeonato.

As cenas que se seguiram não estão nos melhores momentos de nenhuma emissora. A quantidade de laterais, faltas e escanteios conseguidos. Conquistas de uma equipe que jogava com oito, mas tinha Arouca pra tirar a bola na cobertura de Felipe; que teve a trave como principal aliada e que levou sufoco do Santo André de novo.

Mas brilhou a estrela (sempre quis usar esse clichê) do jogador calmo e de visão única que é o Paulo Henrique Ganso.
Quando cheguei em casa, voz rouca, cansado. Vejo que o máximo que conseguem dizer sobre Ganso é que ele deve ir pra seleção. Espero que vá. Mas foda-se a seleção. Não me interessa se o Ganso estará no meu álbum de figurinhas. O que eu quero é que ele continue usando a camisa branca.

DVDs para doação

September 1st, 2009

Photo 42

Tomei vergonha na cara a cataloguei com a Julie todos o DVDs que guardo em casa.
A surpresa geral foi encontrar uma série de DVDs repetidos. Ou seja, guardando a matriz, posso doar o repetido.
Se você seguiu meu link no tuíto e estiver afim de algum dos filmes, me manda uma direct que reservo pra vc.
Se não tiver tuíto, não sei como vc veio parar aqui.
Segue a lista:

NOME / DIRETOR OU EPISÓDIO / FORMATO / NOME ORIGINAL

Asas do Desejo / Wim Wenders / DVD / Der Himmel ünder Berlin (DOADO PRA @mariaclaraspi)

Estrada Perdida / David Lynch / AVI / Lost Highway (DOADO PRA @mariaclaraspi)

Rocco e seus Irmãos / Luchino Visconti / DVD / Rocco e i suoi fratelli (DOADO PRO @fabioleal)

Papillon / Franklin J. Schaffner / DVD / Papillon

Memórias de uma Gueixa / Rob Marshall / DVD / Memoirs Of a Geisha

Sol de cada Manhã, O / Gore Verbinski / DVD / The Weather Man

Toy Story 2 / John Lasseter / DVD / Toy Story 2 (DOADO PRO @fabioleal)

Paprika / Satoshi Kon / DVD / Paprika (DOADO PRA @aluana)

Antes do amanhecer / Richard Linklater / DVD / Before Sunset (DOADO PRO @gabrielreis)

Terra de Ninguém / Danis Tanovic / DVD / No Man’s Land

Heroes / De 17 a 23 da temporada 1 / AVI / Heroes

The Office / Temporada 5 / AVI / The office

Tron, Eraserhead, I clowns, Mil olhos, Thomas Crown / Diversos Diretores / AVI

Touro Indomável e VideoDrome / Martin Scorsese e David Cronenberg / AVI / Raging Bull e Videodrome (DOADO PRO @arantes)

Vampiro de Dusseldorf, O / Fritz Lang / DVD

Call of Duty II / DVD/GAME

Cleo

August 5th, 2009

Mais uma postagem

Posted via web from fmuriana’s posterous

Teste de postagem

August 5th, 2009

Aí vai.

Posted via email from fmuriana’s posterous

Dos lugares que frequento 2

July 27th, 2009

Não gosto de poodles e acho que eles não deveriam entrar em lugares onde se vai pra comer.

Mas a melhor vitamina e o preço mais camarada do centro fica num lugarzinho bem próximo da Praça da República. E lá entra tudo: cachorro, pomba, baratas… entra até gente engravatada.

08032009547

Ps: Nunca gostei de poodles, mas aí onde estavam tinha grande risco de virarem X-churrasco.

“Dê futuro”

July 27th, 2009

Eu não dava dinheiro ao pessoal na entrada.
Mas esse anúncio é totalmente desnecessário.

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Parei de frequentar o lugar.

Post inconcluso

April 17th, 2009

Como eu prefiro entender derrotas do que vitórias, coloco abaixo um post inconcluso, de um projeto meu de registrar tudo que assistisse. Ficou dois meses esperando até eu me dar conta de que isso não serve pra nada. Enfim…

Garage Olimpo

Quando fui a Buenos Aires, ainda com a tenra idade de 19 anos, reparei a diferença gritante na maneira como eles encaram seu período ditatorial. Obviamente, comparo com a percepção brasileira. Pra ilustrar o raciocínio que segue, conto uma história (só mais uma) da negligência com relação aos arquivos da ditadura.

Quando começamos (meu grupo de teatro) a trabalhar no Pinel de Pirituba, não tardou nada pra descobrirmos que o Hospital Psiquiátrico de Franco da Rocha teve sua biblioteca incendiada há menos de 10 anos. Logo depois, descobrimos que houve diversos incêndios por lá e que o acesso à área interna é absolutamente restrita, caso você seja pesquisador (mas se você for carroceiro ou de grupo de teatro, tudo bem, pode entrar). Franco da Rocha tem mais de cem anos de história de terror. Antes mesmo da arquitetura americana de hospitais psiquiátricos chegar ao Brasil (caso do Pinel de Pirituba) já existia aquela imensidão de Franco da Rocha. Um lugar onde o trabalho rural era visto como tratamento. Depósito de torturas do governo Getúlio Vargas e da ditadura militar. Local que dá calafrios. É do lado de São Paulo, mas até hoje é difícil chegar lá. Imagine há mais de 100 anos.

Pois bem, rolou a queima de arquivo por lá, e quantas pessoas ficaram sabendo? A banalidade com que tratamos a memória da ditadura militar a recorrência de frases como “na época dos militares não tinha essas coisas” me faz crer que

Nazaré da Mata

March 16th, 2009

Do álbum Ensaio do Maracatu

Pra ver mais fotos, clica na imagem ou pelo link.

Com a palavra, aquele que entende do assunto

March 6th, 2009

Eu vi a primeira vez aqui.

Agora entendi tudo.

Público e Privado, um eterno problema brasileiro.

January 7th, 2009

Olá, pessoal do Parada Vital / Porto Seguro.

Não sou cliente da seguradora, mas achei a idéia do UseBike sensacional.
Hoje pela manhã, quando ia ao Poupatempo da Sé, parei e resolvi obter mais informações.
Logo planejei o dia para o uso do serviço. Aí começaram as complicações.

Na estação anhangabaú fiz meu cadastro, convicto de que poderia usar os estacionamentos da rede Estapar gratuitamente.
Os funcionários não me avisaram que havia uma distinção entre rede de bicicletários do metrô e Estapar.
Quando cheguei com a minha própria bicicleta no Estapar do Top Center, foi um tanto frustrante descobrir que teria que pagar pra deixá-la.

Na hora do almoço, planejei pegar uma bicicleta de vocês no mesmo Estapar do Top Center para voltar ao Poupatempo da Sé e retirar minha renovada CNH.
Lá descubro que na rede Estapar não posso retirar a bicicleta gratuitamente. Novamente digo, apesar da grande simpatia dos funcionários, nenhum deles soube me explicar esses detalhes.

Resolvo, ainda na hora do meu almoço, ir até o bicicletário da estação Paraíso. Lá retiro uma Sundown Wave em ótimo estado, com a qual vou até a Sé.
Ao tentar deixar a bicicleta na Sé, o sistema não funcionava. Na volta do Poupatempo, tento retirar novamente a bicicleta e o funcionário me pede que siga para a estação Anhangabaú, pois ali não havia sistema. Sigo a pé até o Anhangabaú onde tiro uma nova Wave com que vou até o Estapar do Top Center. Lá, descubro que não posso deixar uma bicicleta retirada nos bicicletários do metrô, simplesmente por não haver totens. Sigo para a estação Paraíso para entregar a bicicleta retirada no Anhangabaú.

Novamente ressalto, acho a idéia estupenda. Mas não dá pra fazer pela metade. Nesse vai-e-vem, perdi cerca de duas horas, já descontadas as horas destinadas ao trajeto com a bike e o Poupatempo.

O que sugiro é:

1 – A colocação de totens em toda a rede Estapar. Por mais que vocês continuem cobrando para retirar a bicicleta ali, que pelo menos possam receber as retiradas no metrô.
2 – O treinamento de instrução dos funcionários que, novamente, foram muito simpáticos, mas não souberam explicar as restrições do sistema.
3 – A gratuidade de todo o processo, que facilita escolhas pra quem usa e que serve de mídia espontânea para a Porto Seguro, numa cidade em que mída exterior é proibida. O investimento já estará pago.

Agora de noite vou pegar minha própria bicicleta, que deixei no Estapar do Top Center.
Eu sei como é importante ter a alternativa que vocês estão proporcionando, de deixar a bicicleta num lugar seguro, próximo ao meu trabalho.
Mas continuo sem entender porque problemas tão simples inviabilizam que o sistema seja perfeito.

Um abraço pra vocês.

Fabrício

Vicky Cristina Barcelona

December 2nd, 2008

Bem, quem acompanha essa birosca (?!) vai sacar que o projeto agora é escrever. Diferente de antigamente, agora vou radicalizar a proposta de escrever pra mim mesmo, pro meu próprio registro. Sabe como é, a idade vem chegando a gente sente as coisas se esfarelarem.

Pois bem, acabo de voltar do Frei Caneca (vou me poupar de fazer piadas com o antro) onde vi e ouvi Vicky Cristina Barcelona, último filme de Woody Allen. Eu, pseudointelectual, adoro o Woody Allen, mas nunca consegui ver mais que dois filmes dele na seqüência. Acho Rosa Púrpura do Cairo inesquecível e dei muitas, mas muitas risadas com aquele filme que é um pretenso manual sobre sexo (só a idéia do Woody Allen fazendo esse manual já é de rir pra parar de escrever o post). Dos mais recentes, Match Point é absurdamente contagiante e a imagem da Scarlett Johanson (sei lá como se escreve) gritando “you’re lier, you’re lier” é de fuder de sexy. Já o tal do Cassandra’s dream é bem esquecível.

Mas voltando a Vicky Cristina Barcelona, é curiosíssimo notar como o woody fica cada vez mais irônico. Ele deu conta de fazer o melhor filme pornô que já assisti. O Bardem deixou de ser o emo assassino de No Country for old man e o aleijado de Mar Adentro. Agora ele se assume como galã. Se estivesse no Brasil, estaria pau a pau com Fabio Assunção (que diga-se não está numa fase boa da carreira). Um artista plástico, no sentido mais século-XIX da expressão, bem sucedido, o cara, come as três gostosas do filme, por vezes duas ao mesmo tempo. Ele é ponderado, sabe brigar quando é pra brigar. Um Latin Lover.

Scarlett vai com o vento do roteiro. Faz um Cristina que não sabe o que quer da vida e que está aberta a todas as experiências. Pouco verossímil. Mas Woody dá conta de produzir cenas ilariantes como a da primeira trepada com Bardem que não acontece porque a moça estava com úlcera (coisa de hipocondríaco).

Penélope Cruz é a comédia personificada. Quando ela entra, neurótica, espanhola, almodovariana, eu não conseguia parar de rir.

A história envolve uma dicotomia entre a vida artística e todas as outras vidas. Tudo acontece numa atmosfera de profunda independência financeira. Nesse ponto Woody Allen fala para os seus e deixa bem claro que essa vida só existe pra quem a palavra dinheiro nunca foi uma preocupação. Ele dá conta de instituir uma lógica que não pode sair uma linha do combinado no filme, com parentes vindos do além que recebem duas pessoas em Barcelona, maridos que resolvem casar de um dia para o outro em outro país, lésbicas sem ciúmes (viados, nunca, que woody é machão) e uma série de diálogos que a mim se apresentam como uma grande ironia com a vida dos próprios artistas.

É como se o cineasta americano tivesse se dado conta, assim como o diretor do declínio do império americano, que as relações do mundo não passam de descansos entre uma trepada e outra. Tudo bem, há um recorte, mas até a mais tiazinha do filme tem seu caso.

vicky-cristina-barcelonaBardem, el comedor de Oviedo, y sus chicas

Enfim, o melhor filme pornô que já assisti. Pois o que falta aos pornôs, em geral, pra se tornarem obras-primas é deixar quem assiste com “vontade-de-quero-mais”, ou seja, aquilo que eu tanto gosto, a incompletude. E nesse filme o woody dá um show de incompletude ao colocar personagens que a procuram a todo momento e que não a encontram, a não ser pelo fato de não a encontrarem.

Leminski é o cara

September 4th, 2008

pelos caminhos que ando
um dia vai ser
só não sei quando

Tá todo mundo convidado!

August 29th, 2008

www.blip.fm/invite/fmuriana

Vai fazer Pós?

August 29th, 2008

O Senac é um daqueles lugares que têm uma aura de “boa formação”, “equipamentos atualizados” e balelas do tipo.

Caí no engodo há 2 anos e meio. Meu pai pagava o curso na época e eu estudaria Criação de imagem e som em meios eletrônicos (alcunha pra Audiovisual genérico), algo que sempre curti. Entrei, parei por um ano e voltei, sem help do papai.

Conheci gente excepcional por lá (amigos, alguns professores, orientadora), mas o curso na média é uma bosta, com o agravante que te guardam uma surpresa maravilhosa pro final: 4 meses de mensalidade sem aula.

É o mercado da “nova formação acadêmica”.

Anotado: Nunca mais pagar pra estudar.

O que importa é que a publicidade venha no melhor contexto

August 26th, 2008

Achiropita não é fácil de soletrar

August 12th, 2008

Comer é um problema diário em São Paulo. Certamente uma das coisas que mais sinto falta da casa da mamãe. Comer toma tempo, dinheiro e é algo obrigatório. Não tem escapatória.
Portanto a dica valiosa pra quem come muito fora é aproveitar os finais de semana de agosto na Rua na 13 de Maio. A Festa da Achiropita é o lugar ideal pra comer muito por um preço justo. Spaguetti com molho, queijo ralado e uma fatia de pão italiano por R$ 5,00.
Por 50 centavos a mais você leva e come em casa numa embalagem térmica em que cabe ainda mais macarrão.
Depois de dois finais de semana nesse esquema, você cansa do Spaguetti e vai pra Fogazza, pro Penne, pra Fricazza… A única coisa em comum é o preço: justo.
Claro que tem toda aquela história de fazer parte da identidade do bairro e o caralho. Ótimo, tanto melhor. Mas eu vou lá é pra comer e de preferência muito.

“Lei Seca”?

July 25th, 2008

Muito curiosa a maneira como todo mundo trata a tal da lei que proíbe que tomar breja e sair dirigindo. Revoltosos de todos os lados, mídia e lobby das cervejarias chamam de “lei seca”. Engraçado, fazia tempo que não bebia tanto.

Pensa bem: na média, quem é que está deixando de ir aos bares com a “lei seca”? Gente trouxa, que ainda não aprendeu a usar o transporte público. Não me venha com essa merda de que a lei é elitista. Elitista é a idéia de que todo mundo tem que ter acesso à sua tonelada de metal andante pra poder ter liberdade.

Morei em Pirituba até os meus 20 anos, sempre indo beber no centro (nunca na Vila Olímpia). Sempre me fodendo e dormindo na casa de amigos porque não havia transporte público pra voltar pra casa depois da 0h. Sempre virava cinderela. E essa é uma briga relevante. Não a briga por beber e poder sair de carro depois.

Sim, tem todo o blablabla de que nos países do norte isso é coisa antiga, mas isso é bosta. O que essa lei trouxe de mais relevante é a discussão da reapropriação da cidade por seus verdadeiros moradores, ou seja, aqueles que dependem do bem público pra tudo, inclusive pra tomar uma birita.

Portanto, praqueles que chamam a nova lei de “lei seca”, eu quero mais que se explodam com seus carros e sua vida pseudo-privada que querem levar a todo lado.

Olinda agora em Wordpress…

December 23rd, 2007

Como diriam nos bailinhos:
“um, dois, três, testando…. sommm”

Dicionário de Olinda – Evolução

December 23rd, 2007

A palavra evolução é uma dessas perigosas que correm por aí na boca de quem não se preocupa.
Sempre que ouço essa palavra, depois de desgrudar todas as referências a Darwin, Eugenia e outras lembranças péssimas, me vem a imagem de uma locomotiva.
Um trem bala que saiu de uma estação e vai para outra em altíssima velocidade, de tal maneira que seja impossível pará-lo ou descer dele no meio do caminho.
Evolução é a primeira palavra do dicionário de Olinda.