Post inconcluso

April 17th, 2009

Como eu prefiro entender derrotas do que vitórias, coloco abaixo um post inconcluso, de um projeto meu de registrar tudo que assistisse. Ficou dois meses esperando até eu me dar conta de que isso não serve pra nada. Enfim…

Garage Olimpo

Quando fui a Buenos Aires, ainda com a tenra idade de 19 anos, reparei a diferença gritante na maneira como eles encaram seu período ditatorial. Obviamente, comparo com a percepção brasileira. Pra ilustrar o raciocínio que segue, conto uma história (só mais uma) da negligência com relação aos arquivos da ditadura.

Quando começamos (meu grupo de teatro) a trabalhar no Pinel de Pirituba, não tardou nada pra descobrirmos que o Hospital Psiquiátrico de Franco da Rocha teve sua biblioteca incendiada há menos de 10 anos. Logo depois, descobrimos que houve diversos incêndios por lá e que o acesso à área interna é absolutamente restrita, caso você seja pesquisador (mas se você for carroceiro ou de grupo de teatro, tudo bem, pode entrar). Franco da Rocha tem mais de cem anos de história de terror. Antes mesmo da arquitetura americana de hospitais psiquiátricos chegar ao Brasil (caso do Pinel de Pirituba) já existia aquela imensidão de Franco da Rocha. Um lugar onde o trabalho rural era visto como tratamento. Depósito de torturas do governo Getúlio Vargas e da ditadura militar. Local que dá calafrios. É do lado de São Paulo, mas até hoje é difícil chegar lá. Imagine há mais de 100 anos.

Pois bem, rolou a queima de arquivo por lá, e quantas pessoas ficaram sabendo? A banalidade com que tratamos a memória da ditadura militar a recorrência de frases como “na época dos militares não tinha essas coisas” me faz crer que

Nazaré da Mata

March 16th, 2009

Do álbum Ensaio do Maracatu

Pra ver mais fotos, clica na imagem ou pelo link.

Com a palavra, aquele que entende do assunto

March 6th, 2009

Eu vi a primeira vez aqui.

Agora entendi tudo.

Público e Privado, um eterno problema brasileiro.

January 7th, 2009

Olá, pessoal do Parada Vital / Porto Seguro.

Não sou cliente da seguradora, mas achei a idéia do UseBike sensacional.
Hoje pela manhã, quando ia ao Poupatempo da Sé, parei e resolvi obter mais informações.
Logo planejei o dia para o uso do serviço. Aí começaram as complicações.

Na estação anhangabaú fiz meu cadastro, convicto de que poderia usar os estacionamentos da rede Estapar gratuitamente.
Os funcionários não me avisaram que havia uma distinção entre rede de bicicletários do metrô e Estapar.
Quando cheguei com a minha própria bicicleta no Estapar do Top Center, foi um tanto frustrante descobrir que teria que pagar pra deixá-la.

Na hora do almoço, planejei pegar uma bicicleta de vocês no mesmo Estapar do Top Center para voltar ao Poupatempo da Sé e retirar minha renovada CNH.
Lá descubro que na rede Estapar não posso retirar a bicicleta gratuitamente. Novamente digo, apesar da grande simpatia dos funcionários, nenhum deles soube me explicar esses detalhes.

Resolvo, ainda na hora do meu almoço, ir até o bicicletário da estação Paraíso. Lá retiro uma Sundown Wave em ótimo estado, com a qual vou até a Sé.
Ao tentar deixar a bicicleta na Sé, o sistema não funcionava. Na volta do Poupatempo, tento retirar novamente a bicicleta e o funcionário me pede que siga para a estação Anhangabaú, pois ali não havia sistema. Sigo a pé até o Anhangabaú onde tiro uma nova Wave com que vou até o Estapar do Top Center. Lá, descubro que não posso deixar uma bicicleta retirada nos bicicletários do metrô, simplesmente por não haver totens. Sigo para a estação Paraíso para entregar a bicicleta retirada no Anhangabaú.

Novamente ressalto, acho a idéia estupenda. Mas não dá pra fazer pela metade. Nesse vai-e-vem, perdi cerca de duas horas, já descontadas as horas destinadas ao trajeto com a bike e o Poupatempo.

O que sugiro é:

1 - A colocação de totens em toda a rede Estapar. Por mais que vocês continuem cobrando para retirar a bicicleta ali, que pelo menos possam receber as retiradas no metrô.
2 - O treinamento de instrução dos funcionários que, novamente, foram muito simpáticos, mas não souberam explicar as restrições do sistema.
3 - A gratuidade de todo o processo, que facilita escolhas pra quem usa e que serve de mídia espontânea para a Porto Seguro, numa cidade em que mída exterior é proibida. O investimento já estará pago.

Agora de noite vou pegar minha própria bicicleta, que deixei no Estapar do Top Center.
Eu sei como é importante ter a alternativa que vocês estão proporcionando, de deixar a bicicleta num lugar seguro, próximo ao meu trabalho.
Mas continuo sem entender porque problemas tão simples inviabilizam que o sistema seja perfeito.

Um abraço pra vocês.

Fabrício

Vicky Cristina Barcelona

December 2nd, 2008

Bem, quem acompanha essa birosca (?!) vai sacar que o projeto agora é escrever. Diferente de antigamente, agora vou radicalizar a proposta de escrever pra mim mesmo, pro meu próprio registro. Sabe como é, a idade vem chegando a gente sente as coisas se esfarelarem.

Pois bem, acabo de voltar do Frei Caneca (vou me poupar de fazer piadas com o antro) onde vi e ouvi Vicky Cristina Barcelona, último filme de Woody Allen. Eu, pseudointelectual, adoro o Woody Allen, mas nunca consegui ver mais que dois filmes dele na seqüência. Acho Rosa Púrpura do Cairo inesquecível e dei muitas, mas muitas risadas com aquele filme que é um pretenso manual sobre sexo (só a idéia do Woody Allen fazendo esse manual já é de rir pra parar de escrever o post). Dos mais recentes, Match Point é absurdamente contagiante e a imagem da Scarlett Johanson (sei lá como se escreve) gritando “you’re lier, you’re lier” é de fuder de sexy. Já o tal do Cassandra’s dream é bem esquecível.

Mas voltando a Vicky Cristina Barcelona, é curiosíssimo notar como o woody fica cada vez mais irônico. Ele deu conta de fazer o melhor filme pornô que já assisti. O Bardem deixou de ser o emo assassino de No Country for old man e o aleijado de Mar Adentro. Agora ele se assume como galã. Se estivesse no Brasil, estaria pau a pau com Fabio Assunção (que diga-se não está numa fase boa da carreira). Um artista plástico, no sentido mais século-XIX da expressão, bem sucedido, o cara, come as três gostosas do filme, por vezes duas ao mesmo tempo. Ele é ponderado, sabe brigar quando é pra brigar. Um Latin Lover.

Scarlett vai com o vento do roteiro. Faz um Cristina que não sabe o que quer da vida e que está aberta a todas as experiências. Pouco verossímil. Mas Woody dá conta de produzir cenas ilariantes como a da primeira trepada com Bardem que não acontece porque a moça estava com úlcera (coisa de hipocondríaco).

Penélope Cruz é a comédia personificada. Quando ela entra, neurótica, espanhola, almodovariana, eu não conseguia parar de rir.

A história envolve uma dicotomia entre a vida artística e todas as outras vidas. Tudo acontece numa atmosfera de profunda independência financeira. Nesse ponto Woody Allen fala para os seus e deixa bem claro que essa vida só existe pra quem a palavra dinheiro nunca foi uma preocupação. Ele dá conta de instituir uma lógica que não pode sair uma linha do combinado no filme, com parentes vindos do além que recebem duas pessoas em Barcelona, maridos que resolvem casar de um dia para o outro em outro país, lésbicas sem ciúmes (viados, nunca, que woody é machão) e uma série de diálogos que a mim se apresentam como uma grande ironia com a vida dos próprios artistas.

É como se o cineasta americano tivesse se dado conta, assim como o diretor do declínio do império americano, que as relações do mundo não passam de descansos entre uma trepada e outra. Tudo bem, há um recorte, mas até a mais tiazinha do filme tem seu caso.

vicky-cristina-barcelonaBardem, el comedor de Oviedo, y sus chicas

Enfim, o melhor filme pornô que já assisti. Pois o que falta aos pornôs, em geral, pra se tornarem obras-primas é deixar quem assiste com “vontade-de-quero-mais”, ou seja, aquilo que eu tanto gosto, a incompletude. E nesse filme o woody dá um show de incompletude ao colocar personagens que a procuram a todo momento e que não a encontram, a não ser pelo fato de não a encontrarem.

Leminski é o cara

September 4th, 2008

pelos caminhos que ando
um dia vai ser
só não sei quando

Tá todo mundo convidado!

August 29th, 2008

www.blip.fm/invite/fmuriana

Vai fazer Pós?

August 29th, 2008

O Senac é um daqueles lugares que têm uma aura de “boa formação”, “equipamentos atualizados” e balelas do tipo.

Caí no engodo há 2 anos e meio. Meu pai pagava o curso na época e eu estudaria Criação de imagem e som em meios eletrônicos (alcunha pra Audiovisual genérico), algo que sempre curti. Entrei, parei por um ano e voltei, sem help do papai.

Conheci gente excepcional por lá (amigos, alguns professores, orientadora), mas o curso na média é uma bosta, com o agravante que te guardam uma surpresa maravilhosa pro final: 4 meses de mensalidade sem aula.

É o mercado da “nova formação acadêmica”.

Anotado: Nunca mais pagar pra estudar.

O que importa é que a publicidade venha no melhor contexto

August 26th, 2008

Achiropita não é fácil de soletrar

August 12th, 2008

Comer é um problema diário em São Paulo. Certamente uma das coisas que mais sinto falta da casa da mamãe. Comer toma tempo, dinheiro e é algo obrigatório. Não tem escapatória.
Portanto a dica valiosa pra quem come muito fora é aproveitar os finais de semana de agosto na Rua na 13 de Maio. A Festa da Achiropita é o lugar ideal pra comer muito por um preço justo. Spaguetti com molho, queijo ralado e uma fatia de pão italiano por R$ 5,00.
Por 50 centavos a mais você leva e come em casa numa embalagem térmica em que cabe ainda mais macarrão.
Depois de dois finais de semana nesse esquema, você cansa do Spaguetti e vai pra Fogazza, pro Penne, pra Fricazza… A única coisa em comum é o preço: justo.
Claro que tem toda aquela história de fazer parte da identidade do bairro e o caralho. Ótimo, tanto melhor. Mas eu vou lá é pra comer e de preferência muito.

“Lei Seca”?

July 25th, 2008

Muito curiosa a maneira como todo mundo trata a tal da lei que proíbe que tomar breja e sair dirigindo. Revoltosos de todos os lados, mídia e lobby das cervejarias chamam de “lei seca”. Engraçado, fazia tempo que não bebia tanto.

Pensa bem: na média, quem é que está deixando de ir aos bares com a “lei seca”? Gente trouxa, que ainda não aprendeu a usar o transporte público. Não me venha com essa merda de que a lei é elitista. Elitista é a idéia de que todo mundo tem que ter acesso à sua tonelada de metal andante pra poder ter liberdade.

Morei em Pirituba até os meus 20 anos, sempre indo beber no centro (nunca na Vila Olímpia). Sempre me fodendo e dormindo na casa de amigos porque não havia transporte público pra voltar pra casa depois da 0h. Sempre virava cinderela. E essa é uma briga relevante. Não a briga por beber e poder sair de carro depois.

Sim, tem todo o blablabla de que nos países do norte isso é coisa antiga, mas isso é bosta. O que essa lei trouxe de mais relevante é a discussão da reapropriação da cidade por seus verdadeiros moradores, ou seja, aqueles que dependem do bem público pra tudo, inclusive pra tomar uma birita.

Portanto, praqueles que chamam a nova lei de “lei seca”, eu quero mais que se explodam com seus carros e sua vida pseudo-privada que querem levar a todo lado.

Olinda agora em Wordpress…

December 23rd, 2007

Como diriam nos bailinhos:
“um, dois, três, testando…. sommm”

Dicionário de Olinda - Evolução

December 23rd, 2007

A palavra evolução é uma dessas perigosas que correm por aí na boca de quem não se preocupa.
Sempre que ouço essa palavra, depois de desgrudar todas as referências a Darwin, Eugenia e outras lembranças péssimas, me vem a imagem de uma locomotiva.
Um trem bala que saiu de uma estação e vai para outra em altíssima velocidade, de tal maneira que seja impossível pará-lo ou descer dele no meio do caminho.
Evolução é a primeira palavra do dicionário de Olinda.

Dica do Diário

December 19th, 2007

Retomando o Diário de Olinda, segue uma dica pra quem gosta de baixar filmes ou comprar no mercado pirata.

Nas ruas Comendador Abdo Shahin e na Barão de Duprat, ambas paralelas da 25 de Março, somente das 07h às 08h30 da manhã, rola uma feira-happening de DVDs piratas. A grande vantagem é o preço:
Unitário: R$2,00
Acima de 10 unidades: R$1,30 (não precisa ser do mesmo filme)

No mesmo dia que passei por lá, comprei um box de DVDs virgens da Philips. O preço unitário do DVD saiu por 80 centavos. Ou seja, por 50 centavos a mais, você já leva uma capa, o filme gravado e não gasta tempo procurando nos torrents da vida nem energia elétrica. Chega a ser mais ecologicamente correto. As aquisições foram:

Os 12 trabalhos
Shrek Terceiro
Rambo - Programado para matar
Pica Pau - Golden Edition

Desses, somente o Pica Pau era uma gravação de programas exibidos na TV.
Todos os outros estavam no formato DVD, com ótima qualidade.

Não existe, a meu ver, contraponto melhor para a indústria dos direitos autorais, do que a indústria da pirataria. Não acho uma melhor que a outra. Mas vejo um movimento dialético que deve criar um terceiro mercado. Enquanto isso, como consumidor que sabe que os impostos não vão retornar na forma de serviços, continuo comprando e fomentando o mercado pirata. Aproveite, que não dá pra saber até quando essa feira vai durar.

Foi-se a bicicleta, mas continuo conseguindo rir.

November 27th, 2007

Minha bicicleta foi embora tão rápido quanto veio.
A foto dela está aí embaixo. Se você vir por aí, me avise, assim posso ficar feliz que o meliante pelo menos está usando. A razão do post é outra:

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AS DECISÕES MAIS IMPORTANTES DA VIDA

October 26th, 2007

Comprei uma bicicleta!

POST BREGA

August 29th, 2007

Eu adoro essa música:

Dicen que la distancia es el olvido
Pero yo no concibo esta razón

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Tom Zé

August 16th, 2007

Teatro (Dom Quixote)

SE A CRISE AÉREA ME DEIXAR

July 5th, 2007

…vou dar um rolê.

EU NÃO EXISTO

June 29th, 2007

Este blog não é indexado pelo Google.
Ele praticamente não existe.
No meu aniversário darei uma festa que também não será indexada pelo Google, só pros 47 fiéis leitores do diário.